Olhar para trás nem sempre é retroceder.

Olhar para trás nem sempre é retroceder.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Esperança perdida


Você teve a oportunidade rara de me ver como vim ao mundo. Privar-me de seus toques foi uma decisão arriscada, pois NÃO há corpos disponíveis de forma honesta e vulnerável quando não se está amando de verdade. 

 Cláudio Andrade

sábado, 26 de julho de 2014

Perdido


Olhares estranhos poderiam ser transformados em beijos. Porém, acho que uma convicção burra, de que não haveria derrapagens na estrada da vida, fez você NÃO sair da zona de conforto. Agora temos um carro chamado RELACIONAMENTO, desgovernado e clamando por direção, antes que o PENHASCO se aproxime e leve, para o fundo, a nossa história. 

 Cláudio Andrade

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A calda


Percebi que você é calda quente e saborosa a esquentar meu gélido corpo. Chamando-me para saborear-te em situações inusitadas, afinal por baixo das caldas há sempre algo fabuloso para degustar. Se nos meandros da calda estiver o seu copo, começarei pelas bordas, deixarei que se derreta nos meus lábios e rezarei para que o meu apetite não tenha fim. 

 Cláudio Andrade

terça-feira, 22 de julho de 2014

Testado


Não diga que eu sou gentil, educado e cativante, pois isso me cheira falso. Quero que você me provoque, para que os meus instintos aflorem, quebrem seus argumentos e invadam seu corpo. Aí sim, você saberá como é ser pega desprevenida. 

 Cláudio Andrade

sábado, 12 de julho de 2014

Marcado por ti


Se for para CRAVAR as unhas para que eu NÃO te esqueça, faça até SANGRAR. Pelo menos foi você, com VERACIDADE, que marcou a minha PELE e não, qualquer uma, ambiciosa e traiçoeira. 

Cláudio Andrade

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Eu lembro de você


Alguns prazeres desaparecem como um sopro de vento e outros ficam na memória, mesmo quando se está distante daquele corpo quente e desafiador, que tantas imagens impublicáveis geraram em sua companhia. Você é sempre FOGO, mesmo que seus olhos tentem passar uma imagem reta e inflexível.

 Sendo assim é nítido perceber que a sua fraqueza está no seu âmago. Nele existe tanto TESÃO que você desejaria ser duas, somente para poder separar o sexo do trabalho, para que um prazer NÃO atrapalhe o outro.

 Cláudio Andrade

domingo, 6 de julho de 2014

Êxtase eterno


Quantas vezes eu pensei que o tesão por você fosse algo situacional e que terminaria logo após você me deixar. Porém, senti, literalmente senti, que a sua despedida não encerra nada, pois sem você continuo em prazer contínuo, quase um prolongamento do que aconteceu naquele quarto improvisado. 

 Seu físico se foi, isso é fato, mas o cheiro, as marcas, os restos de roupa ainda povoam o meu canto, como se fossem estruturas eternas. A exaustão que se apodera de mim é mágica, pois revela a intensidade de sua FOME e do seu desejo de não parar NUNCA. 

 Cláudio Andrade

terça-feira, 1 de julho de 2014

O seu abandono


Por que ferir quem NÃO te feriu? 

Por que agrides que nunca te agrediu? 

Por que se afasta de quem jamais esteve longe de ti? 

Por que entregas a própria sorte, raízes antes, aparentemente, tão sólidas?

Por que permites morrer algo tão precioso e que deixou tantas lembranças? 

Por que NÃO viras poetisa para amenizar seu conflituoso coração? 

Caso queira, tenha-me como seu escritor. 

Pelo menos, ao te ver recitar, posso passar alguns minutos ao seu lado. 

Cláudio Andrade.

domingo, 29 de junho de 2014

O sabor do imprevisível


Quando o encontro é premeditado tudo é previsível e às vezes monótono. Porém, nas ocasiões em que não esperamos nada mais significativo do que um beijo, eis que surge seu corpo nu, quente e ávido por mim. 

Cláudio Andrade.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Entre pelos e segredos


Não queria tirar a barba. Nos meus pelos estão seus fluidos, seu cheiro e até alguns arranhões ocultos, fruto da voracidade do repentino encontro. Quando esses pelos foram caindo, e se esvaíram pelo ralo, deu-me a sensação de que aqueles momentos se foram, afinal foi de nossas bocas, ora juntas, ora solo, que nos extasiamos.

 Cláudio Andrade

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Não se mate


NÃO se jogue nesse abismo, pois não será entregando a sua vida que você saberá o motivo pelo qual quer morrer. Mesmo que estejas em frangalhos, lute, vibre e busque aquela energia, que somente os imortais são capazes de trazer do fundo do âmago. O desejo de morrer e de viver andam lado a lado, às vezes separados pela espessura de um fio de cabelo. 

Certo que não devemos desejar a eternidade, mas também NUNCA seremos os mais indicados para abreviarmos nosso próprio caminho. Não queiras morar em lugar que você não pavimentou. 

A morte provocada não lhe causará alento e sim, uma incerteza que você carregará para o INFINITO. 

 Cláudio Andrade

Se eu soubesse...

Se eu soubesse... 

Se eu soubesse tudo que passa na sua cabeça, talvez estivesse morto, vivo, triste ou feliz; 

Se eu soubesse tudo que passa na sua cabeça, eu poderia estar tomando outros rumos com ou sem você; 

Se eu soubesse tudo que passa na sua cabeça, eu não sairia da cama, só para continuar sentindo seu cheiro; 

Se eu soubesse tudo que passa na sua cabeça, saberia que nada é eterno e que você nem sempre será meu porto seguro; 

Se eu soubesse tudo que passa na sua cabeça, sofreria menos, imaginando a intensidade do seu prazer; 

Se eu soubesse tudo que passa na sua cabeça, saberia se o seu passado significa mais do que o nosso presente; 

Se eu soubesse tudo que passa na MINHA cabeça, já teria esquecido você. 

 Cláudio Andrade

terça-feira, 24 de junho de 2014

Aguardando você


Essa lágrima que escorre NÃO é pelo nosso maravilhoso PRESENTE e sim pelo medo de não conseguirmos escrever um FUTURO. 

Cláudio Andrade

O caos como herança


O histórico familiar pode ajudar ou destruir uma geração. Quando não há avanço, entendimento, luz e complacência, o CAOS é a única herança. 

 Cláudio Andrade

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Restos mortais


Qual alimento eu te ofereço? Meu corpo, minha mente, meus dotes? Se tu fores como dizem, insaciável, me tornarei apenas restos de um banquete que, com maestria, irás digerir o que de mais importante houver. As sobras, bem, as sobras, pelo que sei você entregará a própria sorte. 

Cláudio Andrade