Olhar para trás nem sempre é retroceder.

Olhar para trás nem sempre é retroceder.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Corpos entrelaçados



O suor do seu copo é tempero a me saciar; 

Das lágrimas que caem dos seus olhos vejo o seu amor pulsar; 

Já nos perdemos nos mistérios que nos trouxe a essa união fervorosa com requintes de amante e aroma de amor cada vez mais profundo; 

Sua pele morena é bálsamo e o seu fogo descontrolado um convite ao pensamento insano e erótico; 

Trememos as pernas, excitamos os lábios, amamos pelo olhar e nos entregamos pelo corpo à alma; 

Não há água, há sede quando estamos juntos; 

Há sede de corpo, de cheiro, de pelo, de pele, de mente e de ar;

Você inebriou o meu ser e dele devora como se fosse à última vez;

As carícias nos excitam e os tapas provocativos à mola propulsora para atos inimagináveis que possuem as paredes como testemunhas; 

Saciados nos levantamos como dois viciados que mesmo após doses cavalares de sexo se olham e se babam doidos para a próxima penetração; 

Com certeza não será a última, pois demonstras a cada dia a sua dependência por este que vos escreve. Um louco que minuto a minuto entrega a ti, parte considerável de seu maior patrimônio. O coração!

domingo, 13 de agosto de 2017

No pequeno paraíso.


O abraço na chegada, os beijos tranqüilos, a cama quente e os corpos suados foram momentos inesquecíveis e que merecem serem renovados; 

Caminhamos, entrelaçamos as mãos, encostamos cabeças e sentimos o aroma da liberdade de não olharmos para os lados nem contarmos às horas; 

Descobrimos como somos íntimos, apegados, confidentes e amantes perfeitos; 

Agora resta-nos o copo doído, cansado, marcado e esperando o novo encontro; 

Saímos de lá com sede, com fome, com vontade de nos tocarmos mais, pois dormir juntos foi tão bom e revelador; 

Não restam duvidas que a vida é de renovação e as melhores delas saem direto do coração para o plano terreno; 

Confesso que há algo espiritual e de encarnação contido nessa volúpia, nesse desenfreado ‘tesão’, nessa união louca e cega de dois amigos que se tornaram homem e mulher; 

O cheiro da vida voltou para nós e o sentir de pele anuncia que estamos vivos e ávidos por nos valorizarmos perante aqueles que se esqueceram de nos regar; 

Graças a Deus, não murchamos, pois somos flores de caule forte que a toda tempestade suporta, pois sabemos que há sempre uma mão, ora amiga, ora amante, ora eterna parceira a nosso dispor. Você! 

 Agora é seguir em frente, passo a passo, rumo aos novos momentos em que mais traços e destinos nos serão apresentados, afinal que pode contra a vontade de Deus?

domingo, 30 de julho de 2017

Um domingo



Não deu para agüentar, pois não sabia que na presença de Deus seria tão forte;

Foi dia de chuva, de encontros, de frio, de imersão, de cumplicidade e de choro;

Foi inicio de tarde com revelações, raiva e de ciúmes;

Após o caminhar pelas sombras veio o princípio de calmaria, onde recolhi as armas e me preparei para voltar a sonhar;

Senti sua falta, seu cheiro, seu suor, seu olhar e seu corpo;

No momento de solidão maior era no seu abraço que eu sonhava;

Na sua boca eu queria estar;

Ao seu lado eu queria ficar, mesmo que só por uma noite;

Sei que estamos perto demais e ao mesmo tempo um tanto longe;

Olhar para você faz bem demais.

Arrepia a pele, move meus ideais e acelera meu coração;

Coloquei-te no meu dia a dia da mesma forma com que bebo água ou me alimento;

Você também é alimento que sacia meu corpo e a minha mente;

Da próxima vez que eu te ver vou querer ser marcado por ti para que algumas das marcas deixadas no meu corpo sedimentem a saliva, cravem os dentes e as unhas. 


Amo-te, meu ar.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

A casa



A sua CASA é coração, terra minha que rego para que ela não murche; A sua CASA é meu amor que tudo edifica e não cai, pois estou ali, para amparar; 

A sua CASA é meu sentimento por ti, pois é firme, pois palpita de acordo com os números de olhares seus; 

A sua CASA sou eu, que me faço de teto para te proteger das tempestades e de janela para aliviar seus suspiros nos dias de falta de ar; 

A sua CASA é paixão, amor, tesão, que eu NUNCA deixarei apagar; 

A sua CASA renasceu e é nova, grande, cheia de cômodos e com um HOMEM te esperando na porta; 

O endereço da CASA é Rua do AMOR, sem número, ao lado de seus sentimentos, esquina com vida nova. 

Referência: pertinho do seu coração.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Há ciúmes



Há ciúmes

Como alguém em sã consciência pode dizer que não tem ciúmes de quem deseja ou ama? Não quero pensar em você sendo tocada, beijada e possuída por outro. 

Isso dói, machuca, dilacera e torna o amante, que se considera, o único homem seu, de mãos atadas. 

Aquelas mãos que você ama, que segura seu sexo por completo e que te toca até que tudo esteja perfeitamente encharcado esperando ser penetrada com todo amor do mundo. 

Como o que você me diz, suada e com a língua na minha orelha pode ser compartilhada com outra pessoa? 

Como o sexo gostoso que fazemos tendo os espelhos como testemunhas podem ser reprisadas com outro ator? Será que a liberdade de cheiro e de corpo também existe quando você, inadvertidamente, se encontra nos braços de outro? 

Eis me aqui, morrendo aos poucos de ciúme todas as vezes que te deixo naquela casa, onde sei que não estarei olhando dentro dos seus olhos e revelando para meu corpo, seus mais íntimos desejos. 
Ciúme que abala a paciência, o ânimo, o humor, o físico e amante. 

Ciúme que dá raiva, medo de perder e de beijar-te pela última vez. 

Não me traias, mesmo sabendo que se deitares com outro não estará ali e sim, aqui, pensando em mim, seu verdadeiro homem.

Aí, onde você se encontra tudo é abstrato e aqui, onde contemplo você nos seus sonhos, a realidade de ontem é a minha inseparável companhia. 

Não sonho mais com os sonhos vindouros, pois acumulo e compartilho com meu alter ego as sensações corporais quando você beija meu peito e faz dele, com a sua língua, nosso sexo fantasioso. 

Amo-te e começo a não suportar seu corpo fora do meu, afinal você chegou para completar seu ciclo junto a mim, meu xodozinho.

Cláudio Andrade.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Adeus ao abstrato



Tá bom, pode até parecer um sentimento sem lógica e momentâneo; Tá bom, pode até ser empolgação de um beijo isolado e de um toque despretensioso; 

Tá bom, mas nesse beijo veio tesão, emoção, sede e fome de viver; 

Nesse carinho despretensioso veio uma imensa vontade de pegar, morder, agarrar os cabelos e fazer gemer; 

Está rolando agora, na série de amor, esse absurdo de não conseguir passar um dia sem te beijar, mesmo sabendo que essa vontade não pode deixar escapar a razão; 

Tá, mas que gemido, que olhar, que vontade de deitar junto e saborear o eu, o meu, o seu; 

Poxa, já é noite e até agora não perdi a esperança de ouvir a sua voz, os seus chamados e as suas vontades que esbarram em alguns obstáculos; 

Por que você não vem livre? 

Se abra e me consuma, pois quero te dar tudo que eu tenho, da cabeça aos pés; 

Vem aqui, abre a minha porta, quebra o frio e me aquece com a sua fome de amar. Quer gemer na cozinha, na sala, na pia, no carro? Vem e pedi, pois vai ter muita coisa boa dentro de você; 

Vai ter a rigidez de uma bela cena picante e o êxtase enlouquecedor de quem quer ter ter com uma força sentida lá na espinha; 

 Você quer e essa vontade já incomoda você e distorce seu cotidiano; 

Ficaste aérea, solta, quente, molhada, fervendo. Sonha, goza, se banha buscando fugir do cheiro entranhado no corpo que tem gosto de sexo, de lábio e de saliva; 

No enlouquecer do prazer ao pé do ouvir experimentaste a si próprio lambendo seus líquidos e cheirando a pele arrepiada após aquele gozo; 

 Tá bom, mas e agora? Ficará a deriva ou pegará o meu mastro? 

Vai na onda sem mim ou abrirá essa boca para receber a minha língua? 

Vem, traz seu corpo, me deixa experimentar e quem sabe as suas dúvidas desaparecem com um grito de orgasmo múltiplo?

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Abriu a janela e deixou o coração falar..


Então foi como imaginei?

Então era isso que você sonhava?

Que paz, que luz, que amizade consolidada, que excitação, que cheiro, que tudo....

Agora é beber dessa água boa, desse abstrato destruído, desse concreto florido;

Quis Deus que fosse no inverno, para que houvesse mais abraços, mas toques e mais cumplicidade;

Apesar do sopro da vida, foi com respiração ofegante que seus lábios molharam os meus, que seus gemidos chegaram aos meus ouvidos e que a ‘pegada’ pelos cabelos abriu a janela do coração e colocou a razão de castigo;

Agora é gosto de quero mais misturado com pitadas de sem vergonhice, que aflora segundo a segundo;

Vai ter de novo, vai ter muitas vezes e quando o seu corpo deitar ai, meu amor, vai ser fogo que queima pele, que excita, que goza e que devolve o brilho aos olhos de quem antes sentia-se invisível.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ao coração que fala


Quanta coisa dói no coração da gente; 

Dói a dor, o amor, a paixão, a tristeza, o carinho e até a alegria, quando contagiante; 

Das dores, há uma estranha, repentina, doce, forte e avassaladora que só não derruba o cascudo; 

Essa dor que não vem do ventre, mas é corrente, pois também é nascimento, ressurreição, destino traçado; 

Dor de querer, poder e não fazer; 

Dor de desejo, de enlouquecer em não dizer o esperado vem; 

Dor bandida de coração ladrão; 

Dor ferrenha que te torna menino bobão; 

Dor de vontade de beijar a boca distante e a pele que de longe exala o mais profundo pensamento; 

O corpo que diz sim e o coração também, mas ai vem a tal da antidemocrática razão; 

Razão de um que não se junta ao irracional do outro, como água e óleo relutam em tentar se misturar; 

Vai coração.... bate...vai.........

segunda-feira, 19 de junho de 2017

oioioio

Destino com cheiro de prazer


Esse destino não deixa o ser humano de lado; 

Parece um vigia de nossos pensamentos; 

Um lobo astuto que espera uma janela se abrir para fazer com que duas pessoas parecidas comecem a desenvolver misturas; 

Esse é o destino que nos mantem em sigilo de pensamento por anos, mas é sorrateiro quando resolve patrocinar atrações e desejos inesperados; 

Esse destino é aquele danado que faz você ir se entregando até ao ponto de estar íntimo sem estar; 

Excitações, provocações, perfumes, revelações íntimas e a noite vai passando com um relâmpago em dia de tempestade; 

O destino vai se apoderando do pensamento, esquentando a pele, arrepiando os pelos- quando eles existem- e vai dando forma ao abstrato; 

 Os autores ficam cegos, esquecem-se do real, se aproximam da luxúria e se encantam com tanta coisa dita e falada; 

A ideia era fugir, desconversar, pular a indireta e esconder a atração. Contudo, eis que vem o tesão arrebentando dogmas, relaxando a alma, perseguindo os desejos e elevando a vontade de ter um belo êxtase. 

Caro destino trate bem de suas vítimas, pois elas são frutos de um delicioso destino e como não há coincidências na vida, eis que ouso em te pedir: continue nos provocando.

Cláudio Andrade

sábado, 17 de junho de 2017

Os órfãos do aroma


Há cheiros que poderiam voar de jardim em jardim, de castelo em castelo e de cama em cama despertando os amantes no meio de seus devaneios. 

A sua essência vaga pelos quartos e deflagra loucuras de amor quando chegam as nossas narinas; 

És perfume de calor, de amor, de luxúria e de prazer; 

Perfume que esconde nosso pensar, nosso desejo e nossos segredos; 

Cheiro que nos desequilibra, derrama nossos pecados e atormenta a nossa mente; 

Cheiro que invade nossos pensamentos mais escondidos e levanta nosso espírito arrepiando nossa pele; 

Essência covarde que não nos deixa fazer defesa; 

Invade, desnuda, quebra e ri de nossa fragilidade; 

Persegue-nos por gerações, anos a fio e sempre nos faz lembrar do passado bom, frágil, mas inesquecível. 

 Que cheiro é esse que penetra, instiga, provoca e tem até gosto? 

És o teu cheiro amor, entranhado em mim e por causa de ti.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Um tanto de tudo.


Tais relatos foram feitos para ti e para outrem;

Relatos que vagueiam entre o real e o abstrato; 

Confidências que desnudam segredos, cora a face e excitam os narradores; 

Mistérios revelados no drink, na isca charmosa e no piscar direcionado dos olhos; 

Corpo que treme de frio e de expectativa quando sente o cheiro do insondável ao seu lado; 

Mente povoada de interrogações e de especulações quando se deita e contempla o que poderia ter sido feito; 

Amor de cão, de bicho, de gente e de mundo; Mundo de cão, de bicho e de gente;

Mundo louco, perverso, espiritual e de vida, fome de vida;

Mundo de acrobacias, de pecados e de grandes perdões; 

Mundo que nasce e morre e que resiste ao frio da pele e ao calor do coração apaixonado; 

Terra de todos que nem sempre ama alguém; 

Terra de quem te usa, abusa, tira a blusa e te lambuza; 

Terra com cheiro de molho, de frutas, de sangue e de desejos; 

Livros de letras, de histórias, de contos e de recados. 

É assim, no fim somos tudo que queremos e que Deus nos permite ser.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Duas faces


Essa imperfeição de estarmos perto e não sermos capazes de nos beijarmos; 
Essa coisa estranha de saber que sou fruto do seu amor e não consigo alimentá-lo, sendo você a fonte de muitas águas; 
Parece mistério insondável essa agonia de tentar te tocar, mas ser impedido por algo invisível; 
Estaríamos sugados pelo passado? Pelas histórias mal resolvidas de hoje e de ontem? Dessa ou daquela encarnação? 
 Vejo o tempo passando e a inércia me acometendo; 
Já dei passos ao seu encontro, mas você portou-se estático e desestimulado;
 Será que ainda há tempo para uns beijos e vários abraços? Hoje acaricio a face do menor, quando gostaria de ser acariciado pelo já vivido; 
Esse drama indecifrável também faz corroer as minhas entranhas, afinal não sou um ser hábil na arte de demonstrar dores e sentimentos; Nesse momento, penso em você e me desespero, pois sei que muito tempo se foi; 
Tenho coragem suficiente para não me condenar por inteiro, pois o que secou, não foi fruto do acaso e sim, de uma comodidade recíproca e imperdoável de dois corações, um fruto do outro; 
 Agora, de forma precoce, lambo as feridas e luto, a cada dia, para não repetir nas gerações vindouras, esse cenário que nos deixa tão perto e ao mesmo tempo, tão distantes;

terça-feira, 28 de julho de 2015

Amar


"AMAR.

 Como dizia Antoine Saint Exupéry, a experiência ensina-nos que amar não significa duas pessoas olharem uma para a outra e sim, ambas olharem na mesma direção. Acredito que cada um tem o seu próprio conceito de amor; afinal, ele é um sentimento puro e incondicional. Quem ama assim o faz por motivos inexplicáveis, que muitas vezes não são conhecidos nem por aqueles que amamos. 

Também tenho a plena convicção de que não há coisa mais inócua do que amar sem ser amado ou ser amado sem amar. 

O início de um amor é algo maravilhoso. Não são demonstradas as naturezas de cada um; simplesmente ama-se, em uma relação um pouco infantil, irresponsável; porém, deliciosa. O tempo passa e o amor começa a questioná-lo: para onde você o leva? Qual o objetivo de tantas expectativas e projetos? Será que estou amando na medida certa? Seria mais fácil ser amante do que marido? Pois é mais simplório dizer coisas belas de vez em quando do que ser espirituoso dias e noites a fio. 

O tempo passa e o amor começa a encontrar os obstáculos naturais da relação humana, traduzidos nas perguntas sem resposta, no ciúme do passado desconhecido, no susto de um gesto inesperado ou até na indelicadeza involuntária. 

Nesse momento, o amor encontra as adversidades humanas que nem ele, no alto de sua força, é privado de experimentar, pois o gosto amargo das primeiras decepções, os hábitos diferentes e os divergentes conceitos morais o fazem pensar o porquê de o amor, aparentemente tão doce, ser tão pretensioso e exigente quando posto à prova? 

Nesse mesmo momento, o amor senta-se e experimenta a autoflagelação, observando atônito suas próprias chagas. Tenta, a cada dor, encontrar o sentimento puro que acreditou existir lá no início infantil e irresponsável. 

Descobre, bem no fundo de seu grande amor, que o mesmo não é delírio, mas tem com ele muitas coisas em comum, pois tentar adequar-se ao amado dói demais e é algo sem lógica, pois se posso amar incondicionalmente, devo também receber igual tratamento, certo? Claro que não! O amor é incondicional, sem regras, sem normas, sem espaço para orgulho, desprezo... Ele te faz esquecer-se de comer, de passar no espelho antes de sair, de fazer a barba antes do trabalho... O amor é capaz de fazer você levantar-se pela manhã decidido a mudar, pois ontem foi sofrível demais aquela briga. No entanto, há cordas no coração que o melhor seria não fazê-las vibrar. 

Afinal, minutos depois, uma voz ao telefone e um bilhete na porta fazem o amor acordar e lembrar-lhe de que ele continua vivo, forte e mordaz como nunca!

Cláudio Andrade.

domingo, 21 de dezembro de 2014

O ciclo


Queria viajar com você e perceber que não são os lugares que escrevem nossa história;

Queria deitar com você e notar que o tempo não apagou a chama que proporcionou o primeiro beijo;

Queria navegar com você por mares revoltos só para confirmar que terei sempre a sua companhia a cada tempestade;

Queria ter a certeza que hoje desapareceu;

Sumiu no dia a dia corrido;

No esquecimento de um bom dia;

No afago cada vez mais raro da noite;

No olhar infeliz que já não conta com os abraços despretensiosos;

Até a pipoca das tardes frias regadas a bons filmes sumiu levada pela falta de ‘apetite’;

Queria ter a certeza de que tudo ainda respira mesmo diante de tantas provas contrárias;

Há males rondando o brilho, ofuscando o sorriso e maltratando a magia;

Penso no futuro e confesso que ele se encontra obscuro e pode renascer ou sepultar meus mais profundos sonhos;

Agora busco a minha própria contemplação. Na dor do Ser descubro os meus sonhos ainda não realizados, os morangos ainda não colhidos, as fotos dispensadas, os amores poupados, as tentações evitadas e as dores desnecessárias;

Sou o resumo de meus erros e acertos e na contabilidade da vida possuo saldo positivo que não é garantia de uma nova janela rumo ao recomeço.  

Cláudio Andrade