Olhar para trás nem sempre é retroceder.

Olhar para trás nem sempre é retroceder.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Eu conversei com Jesus



Pai, às vezes dói, arde, embrulha o estômago e faz descer lágrimas; Eu sei meu amado, mas tem que ser assim; Pai, não quero que seja, pois ninguém gosta de sofrer; 

Filho todos os sofrimentos parecem serem eternos e intransponíveis, mas você sabe que não são e já presenciou como eu trabalho na vida dos desesperados; Filho sei o que sondas o teu coração nesta manhã, das dores de ainda não compreender as mudanças. 

Tenho enxugado as suas lágrimas e ouvido atentamente as suas orações Pai, às vezes sou mal interpretado por alguns e dependendo da pessoa isso me deixa triste e um pouco perdido; Filho, cada pessoa tem o seu histórico e todas elas possuem a capacidade de ver e interpretar as coisas ao seu modo, mas não mude muito a forma que eu escolhi para ti. 

Você conquistou tanta coisa amando e não me precisa dizer que deu muito na vida e recebeu pouco, isso eu sei, e já te renovei; Pai, às vezes penso que irei me consumir uma coisa estranha, uma viagem mental insegura; Filho, você é humano e só por isso já não se reconhece por inteiro. 

Seu amadurecimento é um caminho longo, eterno e cheio de experiências, afinal já te ensinei como controlar a sua mente. Eu estou dentro dela, não temas. Pai, não é fácil lutar contra aquilo que não vemos e isso parece desigual; 

Filho amado, no campo que a sua visão não alcança, sou eu o general que com meus anjos de guerra combato os travestidos de humano que se aproximam de você. Blindo-te e isso é porque você me busca e tem em mim, o seu amigo, confidente e protetor; 

Pai será que estou lhe contestando? Não, meu amado, você está me recebendo em sua casa, com carinho, respeito, com temor, mas como todo o humano, está inseguro e carente da gota sagrada do meu sangue, que nesse momento deixo escorrer pela sua cabeça até a ponta dos seus pés. Pai, não me abandone. 

Seja a minha luz e o meu leão de Judá. Filho, eu sou de todos que me procuram e me deixam penetrar e fazer a obra. 

Lembre-se: seus inimigos já caíram e todos eles, mesmo sem você fazer força, assistiram a sua glória, pois hoje, meu filho, você vive e eles, sobrevivem.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Pretinha

 

Como foi bom te beijar pela primeira vez;

Você ali, de ‘rabinho de cavalo’, na Penha, recebendo um despretensioso beijo na bochecha;

Das lentes do Grevi, deixamos para a eternidade, o inicio de um amor que veio selar uma amizade de alguns anos, mas que o destino não deixou o amor se antecipar; 

Faltava a mão de Deus e o toque sagrado do altíssimo que nos uniu para que pudéssemos nos completar; 

Hoje tudo é novo e ao mesmo tempo repleto de coincidências que nos faz acreditar em algo mais profundo, meio mistério, meio destino; 

Há magia no olhar, no andar e no empinar desse quadril tão desejado por mim;

Há ciúmes viscerais quando meus olhos mudam de posição ou quando alguém chega para relembrar um momento do passado; 

Há amor na cama misturado a sexo baixo, alto e sedento de descobertas; Sexo sem vergonha, abusado, desafiador e com cheiro de leite; 

Há abertura de corpos, de mente e de sexo, pois não há limites quando dois são escolhidos para se consumirem, sendo um, dono do outro; 

Há tesão de viver, de compartilhar, de trabalhar e de comemorar, no fim de cada dia, das pequenas e grandes vitórias, pois as derrotas nosso amor abstrai; 

Chegaste de onde já estava imersa; 

Desabrochas-te no momento mais difícil; 

Estais sendo flor onde pensei ser deserto por anos;

Estais sendo orgasmo nunca antes sentido; 

Estais sendo mulher, menina, amiga, ciumenta e amante;

Um grande amor, o meu calor, as minhas mais intimas fantasiais;

Quero-te muito, pois também és água a saciar minha sede de saliva e de sexo; 

Do 'banquinho à portinha' há tanto entrelaçar de corpos que até os figurantes imaginários ficam com vergonha de nós, pois não conseguem nem mesmo na liberdade de pensamento, serem melhores do que nós, gozando na realidade;

Não durou sete meses, pois ainda nem começou. 

Amo-te, minha pretinha.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Ao encontro de você.




Hoje a noite é de saudade, essa companheira sorrateira que aparece do nada, espeta nosso peito e provoca nosso coração. 

Da janela vejo a chuva cair e o cheiro de terra molhada invade o quarto e beija a cama onde ao meu lado, o vazio me faz lembrar a sua ausência física que insiste em povoar meus pensamentos.

A solidão não é a minha companheira, mas ela é irmã da companhia e é, das irmãs, a única certa, quando você não está presente.

Os dias tem sido duros como  a rocha, mas é verdade que o amor é um mecanismo que amacia o áspero das pedras fazendo a água jorrar de onde o deserto já decretou a seca.

Já chorei por mim, por você, pelo passado e pelo futuro. Já sei que nunca mais nada será igual e que o corpo voltará a tremer, mas os gatilhos do desequilibrio terão nome e endereço.

Fechei os olhos e imaginei a brisa gelada que não causa frio e sim uma paz interior que só os bons espíritos podem nos oferecer. Abro os braços e os recebo como dádiva, como presente de alguém que deve me amar e querer estar comigo, ao meu lado, respirando o mesmo ar.

A pé desafio a madrugada e quando olho para o chão não sei se estou na areia ou no cimento duro. Pelo menos me vejo lambendo as feridas e refazendo meu trilho, tão covardemente descarilhado.

As lágrimas de ódio, dor e humilhação são tão reais que penso que estou em outro mundo, sendo julgado pela suprema corte dos céus. As vestes que se foram levaram um pouco do meu corpo, do meu suor, do meu esforço, da minha pele, do meu dizer e do meu calar.

Agora olho para o céus e vejo o arco íris. Não vislumbro todas as cores, mas sinto cada pincel, cada brilho e cada sinal de esperança.

Clamo por amor, por companhia, por colo, por cheiro, por defesa. Quero um forte cheio de soldados espirituais me defendendo e me representando diante dos meus julgadores.

Meus tesouros estão longe e luto para não perdê-los de vista. Seguem no meu âmago a saudade de quem não partiu, mas que representa a imensidão do meu ser.

Quero abrir os braços para matar a solidão preenchendo você com o meu amor infinito e inesgotável. 

Verdade que não posso depositar em você a chave das minhas respostas, mas abro, aos poucos, janelas de esperança de que você seja, quem sabe, a cura para a minha profunda dúvida acerca do conceito de amar.

Que Deus solte o meu peito e que meu coração vague na carona dos meus sonhos e chegue até você. Quero viver o presente real e que o sofrimento do dia a dia seja tão pobre de espírito que não represente uma gota sequer de melancolia.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

A clara, o sol e a água



Realmente o sexo move os amantes, contempla quem ama e faz voraz que tem fome. Contudo, a contemplação é algo mágico e quando conseguimos fazer, olho no olho, sentindo a pele e o desejo que emana dos olhos, é fantástico. 

Ontem foi assim, uma surpresa, um olhar admirado, dois corpos nus um gozo e muitos beijos. 

Foi à hora de festejar cinco meses de amadurecimento, de tempestades, mas de um mar futuro que vem chegando com águas claras, doces, quentes e mansas. 

Ali, com pouca luz, nossas estrelas brilharam, nossos corpos entrelaçaram e nossas mentes se conheceram um pouco mais, fazendo a esperança brilhar e se fazer forte. 

E o amor? Há, esse está correndo, não de nós, mas nas veias e isso é bom, mesmo que saibamos que há necessidade de cultivá-lo e alimentá-lo todos os dias para que ele renda frutos mágicos.

domingo, 10 de setembro de 2017

O prato dos sonhos



Não me diga que existe sobriedade ou racionalidade quando se ama.

Não me diga que nos comportaremos e nos manteremos serenos diante do amor;

Daqui, distante de você por apenas uma via, me vejo incomodado com as batidas do meu coração;

Dele emana um sentimento estranho, um choro represado, umas batidas desconexas que enraízam o amor e me faz perder em pensamentos;

Na cama real, amo de verdade e abstraio os obstáculos que existem;

Estamos juntos, em parcelas, verdade, mas pagando um longo financiamento que nos tem dado brilhantes momentos;

Essa história de amar, sei não, machuca, incomoda, desafia e nos torna valente;

Você hoje domina território sensível, fino, pulsante, mas desejoso do seu toque;

Quando o amor é enorme confundimos seus sinais com o de fome, dor no estômago, tristeza, irritação, mas no fundo é amor, que amor...;

A cara da gente muda, pois escorregamos com os olhos, nos esfregamos como dois animais no cio e quando tudo silencia partimos uma para o outro como animais famintos na melhor acepção da irracionalidade;

 Esse amor envenena, transforma dias enfadonhos em tardes alegres e longas;

Não há chuva nem sol. Quando fazemos amor esquecemos as estações e as horas nos irritam, pois passam rápido demais;

Esse amor traz o famigerado ciúme que entra na gente, atenta nossa mente e nos faz, nos dias de muita saudade, dar vazão a uma infinidade de idiotices;

Dizem que os poetas se enfraquecem quando estão amando. Melhor seria escrever sobre o amor dos outros.

Quando se escreve sobre os nossos, nos abrimos tanto que o vento ultrapassa nosso corpo de forma aguda, tamanha vulnerabilidade corporal;

Quero conversar com esse amor. Quero dizer a ele que CLARA é a luz divina que emana dele.

Quero gritar que CLARA é a oportunidade de desejos lindos serem realizados;

Quero desejar que seja CLARA a vida ao lado desse amor.

Clarice Lispector já dizia que a saudade é como um pouco de fome: só passa quando se come a presença.

Cadê você, meu prato dos sonhos?

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Na pista chamada desejo


Essa vida é trem bala, mas às vezes também descarrilado. Sabe o motivo? 

As emoções que sinto quando ouço a sua voz, o cheiro do seu perfume ou o gosto da sua boca. 

Todos os dias um capítulo, uma nova frase, um novo desejo ou uma nova risada planta na mesma terra fértil, meu amor ao seu coração. 

Com o tempo, junto ao amor vêm tantas outras coisas, não é?

Uma pitada de medo, de insegurança, de ciúme, de raiva e de desejo ardente forma esse prato que temos degustado todas as horas, lambendo os lábios de prazer insaciável.

O coração vem batendo forte, mas meio solto no ar. Parece que levita sob a órbita da vontade de fazer mais, sentir tudo que por algum acaso, nos faltou durantes anos em nossos relacionamentos. 

Olha amor, daqui para frente resolvi deixar que você dirija o ‘carro sentimento’. Essa é a melhor forma de dar a você a segurança necessária para vestir as asas mais seguras e que lhe dê o mínimo de marcas possível. 

Serás sempre algo raro na minha vida, mas sei também que as suas emoções são no momento, um turbilhão. Mesmo assim, quero estar ali para somar, para te tratar e para lhe dar o máximo de bom que esteja ao meu alcance. 

Dou-te a liberdade e a prisão do meu coração. Da liberdade receio do não retorno e da prisão o medo de você acordar e achar que tudo é sonho. 

O poeta Vinícius de Morais já dizia: “Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos e os seus braços o meu ninho 

No silêncio de depois você tem que ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira" 

Nessa noite, bela menina, despeço-me de você desejando que o seu coração reflita a minha imagem, pois no meu, és tatuada, para o que parece sonho, seja eterna realidade.

Te amo, menina.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Corpos entrelaçados



O suor do seu copo é tempero a me saciar; 

Das lágrimas que caem dos seus olhos vejo o seu amor pulsar; 

Já nos perdemos nos mistérios que nos trouxe a essa união fervorosa com requintes de amante e aroma de amor cada vez mais profundo; 

Sua pele morena é bálsamo e o seu fogo descontrolado um convite ao pensamento insano e erótico; 

Trememos as pernas, excitamos os lábios, amamos pelo olhar e nos entregamos pelo corpo à alma; 

Não há água, há sede quando estamos juntos; 

Há sede de corpo, de cheiro, de pelo, de pele, de mente e de ar;

Você inebriou o meu ser e dele devora como se fosse à última vez;

As carícias nos excitam e os tapas provocativos à mola propulsora para atos inimagináveis que possuem as paredes como testemunhas; 

Saciados nos levantamos como dois viciados que mesmo após doses cavalares de sexo se olham e se babam doidos para a próxima penetração; 

Com certeza não será a última, pois demonstras a cada dia a sua dependência por este que vos escreve. Um louco que minuto a minuto entrega a ti, parte considerável de seu maior patrimônio. O coração!

domingo, 13 de agosto de 2017

No pequeno paraíso.


O abraço na chegada, os beijos tranqüilos, a cama quente e os corpos suados foram momentos inesquecíveis e que merecem serem renovados; 

Caminhamos, entrelaçamos as mãos, encostamos cabeças e sentimos o aroma da liberdade de não olharmos para os lados nem contarmos às horas; 

Descobrimos como somos íntimos, apegados, confidentes e amantes perfeitos; 

Agora resta-nos o copo doído, cansado, marcado e esperando o novo encontro; 

Saímos de lá com sede, com fome, com vontade de nos tocarmos mais, pois dormir juntos foi tão bom e revelador; 

Não restam duvidas que a vida é de renovação e as melhores delas saem direto do coração para o plano terreno; 

Confesso que há algo espiritual e de encarnação contido nessa volúpia, nesse desenfreado ‘tesão’, nessa união louca e cega de dois amigos que se tornaram homem e mulher; 

O cheiro da vida voltou para nós e o sentir de pele anuncia que estamos vivos e ávidos por nos valorizarmos perante aqueles que se esqueceram de nos regar; 

Graças a Deus, não murchamos, pois somos flores de caule forte que a toda tempestade suporta, pois sabemos que há sempre uma mão, ora amiga, ora amante, ora eterna parceira a nosso dispor. Você! 

 Agora é seguir em frente, passo a passo, rumo aos novos momentos em que mais traços e destinos nos serão apresentados, afinal que pode contra a vontade de Deus?

domingo, 30 de julho de 2017

Um domingo



Não deu para agüentar, pois não sabia que na presença de Deus seria tão forte;

Foi dia de chuva, de encontros, de frio, de imersão, de cumplicidade e de choro;

Foi inicio de tarde com revelações, raiva e de ciúmes;

Após o caminhar pelas sombras veio o princípio de calmaria, onde recolhi as armas e me preparei para voltar a sonhar;

Senti sua falta, seu cheiro, seu suor, seu olhar e seu corpo;

No momento de solidão maior era no seu abraço que eu sonhava;

Na sua boca eu queria estar;

Ao seu lado eu queria ficar, mesmo que só por uma noite;

Sei que estamos perto demais e ao mesmo tempo um tanto longe;

Olhar para você faz bem demais.

Arrepia a pele, move meus ideais e acelera meu coração;

Coloquei-te no meu dia a dia da mesma forma com que bebo água ou me alimento;

Você também é alimento que sacia meu corpo e a minha mente;

Da próxima vez que eu te ver vou querer ser marcado por ti para que algumas das marcas deixadas no meu corpo sedimentem a saliva, cravem os dentes e as unhas. 


Amo-te, meu ar.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

A casa



A sua CASA é coração, terra minha que rego para que ela não murche; A sua CASA é meu amor que tudo edifica e não cai, pois estou ali, para amparar; 

A sua CASA é meu sentimento por ti, pois é firme, pois palpita de acordo com os números de olhares seus; 

A sua CASA sou eu, que me faço de teto para te proteger das tempestades e de janela para aliviar seus suspiros nos dias de falta de ar; 

A sua CASA é paixão, amor, tesão, que eu NUNCA deixarei apagar; 

A sua CASA renasceu e é nova, grande, cheia de cômodos e com um HOMEM te esperando na porta; 

O endereço da CASA é Rua do AMOR, sem número, ao lado de seus sentimentos, esquina com vida nova. 

Referência: pertinho do seu coração.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Há ciúmes



Há ciúmes

Como alguém em sã consciência pode dizer que não tem ciúmes de quem deseja ou ama? Não quero pensar em você sendo tocada, beijada e possuída por outro. 

Isso dói, machuca, dilacera e torna o amante, que se considera, o único homem seu, de mãos atadas. 

Aquelas mãos que você ama, que segura seu sexo por completo e que te toca até que tudo esteja perfeitamente encharcado esperando ser penetrada com todo amor do mundo. 

Como o que você me diz, suada e com a língua na minha orelha pode ser compartilhada com outra pessoa? 

Como o sexo gostoso que fazemos tendo os espelhos como testemunhas podem ser reprisadas com outro ator? Será que a liberdade de cheiro e de corpo também existe quando você, inadvertidamente, se encontra nos braços de outro? 

Eis me aqui, morrendo aos poucos de ciúme todas as vezes que te deixo naquela casa, onde sei que não estarei olhando dentro dos seus olhos e revelando para meu corpo, seus mais íntimos desejos. 
Ciúme que abala a paciência, o ânimo, o humor, o físico e amante. 

Ciúme que dá raiva, medo de perder e de beijar-te pela última vez. 

Não me traias, mesmo sabendo que se deitares com outro não estará ali e sim, aqui, pensando em mim, seu verdadeiro homem.

Aí, onde você se encontra tudo é abstrato e aqui, onde contemplo você nos seus sonhos, a realidade de ontem é a minha inseparável companhia. 

Não sonho mais com os sonhos vindouros, pois acumulo e compartilho com meu alter ego as sensações corporais quando você beija meu peito e faz dele, com a sua língua, nosso sexo fantasioso. 

Amo-te e começo a não suportar seu corpo fora do meu, afinal você chegou para completar seu ciclo junto a mim, meu xodozinho.

Cláudio Andrade.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Adeus ao abstrato



Tá bom, pode até parecer um sentimento sem lógica e momentâneo; Tá bom, pode até ser empolgação de um beijo isolado e de um toque despretensioso; 

Tá bom, mas nesse beijo veio tesão, emoção, sede e fome de viver; 

Nesse carinho despretensioso veio uma imensa vontade de pegar, morder, agarrar os cabelos e fazer gemer; 

Está rolando agora, na série de amor, esse absurdo de não conseguir passar um dia sem te beijar, mesmo sabendo que essa vontade não pode deixar escapar a razão; 

Tá, mas que gemido, que olhar, que vontade de deitar junto e saborear o eu, o meu, o seu; 

Poxa, já é noite e até agora não perdi a esperança de ouvir a sua voz, os seus chamados e as suas vontades que esbarram em alguns obstáculos; 

Por que você não vem livre? 

Se abra e me consuma, pois quero te dar tudo que eu tenho, da cabeça aos pés; 

Vem aqui, abre a minha porta, quebra o frio e me aquece com a sua fome de amar. Quer gemer na cozinha, na sala, na pia, no carro? Vem e pedi, pois vai ter muita coisa boa dentro de você; 

Vai ter a rigidez de uma bela cena picante e o êxtase enlouquecedor de quem quer ter ter com uma força sentida lá na espinha; 

 Você quer e essa vontade já incomoda você e distorce seu cotidiano; 

Ficaste aérea, solta, quente, molhada, fervendo. Sonha, goza, se banha buscando fugir do cheiro entranhado no corpo que tem gosto de sexo, de lábio e de saliva; 

No enlouquecer do prazer ao pé do ouvir experimentaste a si próprio lambendo seus líquidos e cheirando a pele arrepiada após aquele gozo; 

 Tá bom, mas e agora? Ficará a deriva ou pegará o meu mastro? 

Vai na onda sem mim ou abrirá essa boca para receber a minha língua? 

Vem, traz seu corpo, me deixa experimentar e quem sabe as suas dúvidas desaparecem com um grito de orgasmo múltiplo?

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Abriu a janela e deixou o coração falar..


Então foi como imaginei?

Então era isso que você sonhava?

Que paz, que luz, que amizade consolidada, que excitação, que cheiro, que tudo....

Agora é beber dessa água boa, desse abstrato destruído, desse concreto florido;

Quis Deus que fosse no inverno, para que houvesse mais abraços, mas toques e mais cumplicidade;

Apesar do sopro da vida, foi com respiração ofegante que seus lábios molharam os meus, que seus gemidos chegaram aos meus ouvidos e que a ‘pegada’ pelos cabelos abriu a janela do coração e colocou a razão de castigo;

Agora é gosto de quero mais misturado com pitadas de sem vergonhice, que aflora segundo a segundo;

Vai ter de novo, vai ter muitas vezes e quando o seu corpo deitar ai, meu amor, vai ser fogo que queima pele, que excita, que goza e que devolve o brilho aos olhos de quem antes sentia-se invisível.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ao coração que fala


Quanta coisa dói no coração da gente; 

Dói a dor, o amor, a paixão, a tristeza, o carinho e até a alegria, quando contagiante; 

Das dores, há uma estranha, repentina, doce, forte e avassaladora que só não derruba o cascudo; 

Essa dor que não vem do ventre, mas é corrente, pois também é nascimento, ressurreição, destino traçado; 

Dor de querer, poder e não fazer; 

Dor de desejo, de enlouquecer em não dizer o esperado vem; 

Dor bandida de coração ladrão; 

Dor ferrenha que te torna menino bobão; 

Dor de vontade de beijar a boca distante e a pele que de longe exala o mais profundo pensamento; 

O corpo que diz sim e o coração também, mas ai vem a tal da antidemocrática razão; 

Razão de um que não se junta ao irracional do outro, como água e óleo relutam em tentar se misturar; 

Vai coração.... bate...vai.........